Antes de partir, no entanto, Alexandros não deixou para trás a única lembrança que restava de seu pai: uma luva de ferreiro, um símbolo de seu legado. Ele usou essa luva como uma lembrança do homem bom e honrado que fora seu pai, e a usaria como uma extensão de si mesmo enquanto empunhava sua arma sagrada. Forjada com as próprias mãos de Alexandros e as ferramentas de seu pai, "Retribuição" era uma marreta de guerra maciça e imponente, capaz de esmagar qualquer mal em seu caminho. A arma foi abençoada pela Ordem dos Paladinos, tornando-se um símbolo da sua missão divina.
Enquanto Alexandros peregrinava pelas terras, seu coração era atormentado pelo trauma de seu passado. Às vezes, ele sentia a tentação de agir por impulso, de ceder à raiva e vingança que ainda o consumiam. Mas, todos os dias, ele se lembrava da promessa feita ao seu pai e ao seu Deus, Santo Caledros. Ele resistia, confiando em sua fé para ajudá-lo a combater não apenas as forças do mal, mas também as trevas internas que ameaçavam destruir sua alma.
Quando a Ordem dos Paladinos lhe enviou para as Terras do Oeste, ele sabia que não estava apenas em uma missão de investigação, mas também em uma jornada para provar a si mesmo e ao seu Deus que sua missão era verdadeira. Ele procurava sinais de atividades diabólicas, mas também buscava redenção e paz, longe da raiva que ainda pulsava em seu peito.
Em cada golpe dado com a "Retribuição", Alexandros sentia o peso da justiça. Mas ele sabia que, ao contrário de seu passado, sua missão era mais do que destruir. Ele estava ali para proteger, curar e restaurar o que fora corrompido, sempre lembrando que sua verdadeira força vinha do amor por seu pai, e da fé em Caledros.